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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Janelas

De saudade e nostalgia o coração parece não cansar 
Ainda mais na afirmativa, quando prefere casar
Como os passos de quem se arrisca na rua 
E o olhar pela janela, de quem fica na sua...

Lembro-me dos papos, das conversas,
Das histórias, à margem, nas janelas...
Daquelas que surgiam em tom de laranja
Felizes ou tristes, com ou sem esperança

Pareciam iguais, porém diferentes...
Em sua silhueta, imagem tão bela
Ah... tu(do) tão envolvente
Lembro... me encantava com ela

Mas tomamos nossos rumos, 
Cada um com novas janelas, 
Cada um num novo mundo 
Com cores de uma nova aquarela...
                                     - Jordy Átila



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fim de ano

Existem palavras nunca antes ditas,
São nomes de cores... Jamais foram vistas
O tempo passou e nós repetimos,
O tempo calou e nos reprimimos

Não sobrou nada... Nem inimigos...
Não há enfermeira para os ferimentos,
E quando explodirem fogos de artifício
Irá o telefone explodir em silêncio?

Nossas malas deixo no caminho,
O silêncio fica pra você ,
Essa é a ultima dessas canções
Que trará suas contradições

Jogo ao mar também os amigos,
Que largaram o barco e o berço
Proclamaram a festa das farsas
E o refém sempre pagava o preço

Há um Deus para alguns dos que vivem
Há adeus para aqueles que morrem,
Há ateus que têm paz de espírito
Há respeito pr'aquele que escolhe

Não viver de apenas frases feitas
Nem andar sempre as mesmas esquinas,
Que escolhe o amor e a coragem
Mesmo nas vias mais clandestinas

Há quem volte pra casa no fim ,
Há quem deixe o fim pra partir ,
Há quem nunca vê o fim de nada,
São aqueles que não viram casa

Há um tempo pra tudo e pra todos,
Há miragem no vento soprando,
Há um fim em todo recomeço ,
Há começo em todo fim de ano...



                                                        - Jordy Átila

domingo, 3 de agosto de 2014

Foda-se

     Esse é para quem desistiu por ver desistirem de você, para quem não acaba o que começa, para quem foge antes do segundo tempo. Esse é para quem se decepcionou pelo "indecepcionável" e procura sentido em palavras inexistentes. Esse vem de quem é um pouco de tudo isso e ainda mais, de que tem a obrigação de carregar o peso dos outros, mas não tem o direito de ter ajuda, esse vem de quem é alvo dos snipers do egoísmo e da inadimplência emocional. Esse vem de quem conquistou e vinha perdendo a terra prometida. Esse vem de quem tem preenchido a vida com agentes superficiais da fantasia e do acaso. Esse não vem do ódio, mas vem do alívio. Esse vem do recomeço, não do dilúvio. Esse vem de um vencedor, não do rancoroso. Vem, vem e continua vindo... É preciso, é necessário olhar pro mundo e gritar bem alto: FODA-SE!
      
- Jordy Átila

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

No meio de tudo, você...

"...me salva da selva, me salva da selva!". Madrugada, Humberto Gessinger continua suplicando através das caixas de som, num volume estratégico enquanto a selva dorme. E eu faço meu papel, pego meu papel e continuo escrevendo algo que, na hipótese mais positiva, passará por dois ou três pares de olhos, mas é inevitável não continuar, vem como a sensação de ser jogado de cima de um avião, só posso parar quando alcançar o solo, independente de qual solo seja. Os momentos são de serenidade, mas a indecisão provoca a selva, atiça os bichos e cerca a pretensão. Guardo meu baú de nostalgias, de rebeliões e ironias, não sei se é bom ou ruim, ou se é apenas natural como a morte, que independente da existência, ou não, da vida, sempre prevalecerá. O horizonte é sempre o mesmo, na vertical o poço não tem fim ou será esse o fundo do poço? De corpo e alma, mas onde acaba o corpo e começa a alma? Ir ou ficar, subir ou descer? No meio de tudo, você...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

De hoje em diante

        A calma e a sentença de um recomeço, olhos com capacidade de deslizar além do campo ordinário da visão. Na poeira, meu corpo toma forma, toma o sentido e o tempo que seria perdido, bem aventurados são aqueles que se aventuram independente da razão da sua irracionalidade. Tudo está em constante movimento, fogo, água, átomos; milésimos de segundo e nada é igual a antes. Por isso é preciso aprender a mergulhar na alucinação, derivar-se da sua própria essência, de forma a conter os surtos suicidas da nossa violência.

De hoje em diante eu deslizo
por entre as portas da incerteza e da loucura,
confiante de que essa abertura seja capaz
de confortar cada momento de ruptura.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dormir para sempre

Voltas e mais voltas e ainda é só o começo, dias tão iguais, anos diferentes... ou seriam anos iguais feitos de dias diferentes? Nublada contradição. Em meio a tantos recipientes vazios existe um já ocupado e é ele que você quer, é nele que queremos dormir para sempre, fugirmos da caça às bruxas e queimar a vida à nossa maneira. Nós crescemos e ainda somos os mesmos, talvez com algumas oitavas diferentes mas ainda cantamos no mesmo tom e sorrimos na mesma frequência, deslizamos pelas mesmas passagens secretas e pertencemos à mesma ciência. Tudo muda e a mudança permanece estática, vivemos sem regras, sem limites, somos quem somos sem saber quem seremos...

domingo, 27 de outubro de 2013

Para ninguém, para o nada...

  Onde está o começo, o meio ou o fim? É como se não houvesse ligação alguma, apenas um conjunto de elos perdidos e submissos a um blues de uma outra época, onde...talvez...o termo "humano" significasse menos e existisse mais. Estamos distantes, acima de tudo, distantes de nós mesmos, andamos, pensamos e sentimos, assim achamos. Por vaidade, esquecemos da verdade, por medo, fingimos coragem; por não ter o que dizer, termino essa postagem...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Velhas Cartas

     

     Uma folha de caderno sorri para minha caneta e a seduz gentilmente através de suas linhas , após meu encontro com velhas cartas que, pra ser sincero, hoje me parecem mais novas do que nunca, bem, essa deve ser a magia por trás de cartas antigas, depois de algum tempo sem as ler elas parecem se tornar novas novamente e, mais incrível ainda, você repara em detalhes que nunca viu antes, palavras, sentimentos, convites, tantas coisas na penumbra, nas entrelinhas.
     É tão estranho e fascinante, tão novo e ao mesmo tempo nostálgico, que me faz questionar se seria esse o sentido da vida, algo como conhecer, vivenciar, esquecer e recomeçar, rever, relembrar, é um ciclo com tantos verbos no infinitivo que me pergunto:" Será infinito?"
     Fui pego de surpresa, percebi que de tanto correr contra a correnteza um dia ela começa a correr na mesma direção que você, então, será a vida redonda? E o amor, será preto e branco, será ruim ou bom, ou, por mais incrível que pareça, será apenas amor, uma escala em vários tons? E eu, será que sou apenas eu, incapaz, sem superpoderes, sem escolhas, uma mera engrenagem? Não, eu sou mais que isso, desde sempre, desde que nasci, bem, eu nasci ao ler aquelas cartas pela primeira vez.
  
                   - Jordy Átila


     Escreva uma carta e nela diga que você não me esqueceu e sente a minha falta, e quer me beijar...♫  ( A Carta - Mopho )



terça-feira, 19 de junho de 2012

Wish You Were Here



      Na dança das lágrimas meu pensamento vai de encontro ao abstrato dos dias, encarando o silêncio, quase que profundo, rompido por vozes e às vezes solos de guitarra nos fones de ouvido. 
      3 Horas da manhã, o que para muitos pode ser um novo dia é apenas mais do mesmo para quem não consegue dormir, sendo observado de perto por um violão, algumas roupas jogadas na cama ao lado e uma fotografia que parece atravessar o tempo como uma bonita e triste melodia dos anos 70 decretanto a junção entre passado, presente e futuro, unindo gerações, uma magia tão simples, incrível e misteriosa que vai além do que os olhos podem ver, além do que a carne pode tocar, somente a alma pode sentir, é como o primeiro e o último beijo entre dois apaixonados ou o beijo não dado de um amor não correspondido.
                                                                                      - Jordy Átila
    
         Correndo sobre este mesmo velho chão, o que nós encontramos? Os mesmos velhos medos, queria que você estivesse aqui...♫ (Wish You Were Here - Pink Floyd )


sábado, 21 de janeiro de 2012

Onde Você Reina Soberana e Pura


Andando para o lugar de sempre, sempre rumo a lugar nenhum,
Olhos vermelhos, a cada noite vazia, a cada dia comum,
Como se fosse o último e como se não tivesse fim
é sempre tão fácil se despreender de mim,

Eu tenho anseios, vontade de ser livre,
quase que constante me embriago na ausência de liberdade
ando sempre sob pressão, perto do limite,
eu vejo sombras percorrendo cada trecho dessa cidade,

Eu tive uma chance que não soube aproveitar,
apostei com o tempo e perdi tempo esperando a cura,
como um advogado que precisa comprovar,
a inocência do seu cliente, sua própria loucura,

Quando tenho nada a dizer sempre falo demais,
quando preciso falar, sempre dou um passo atrás,
no compasso imperfeito, doce ilusão, autoironia, contradição,
navegante sem barco, sem direção...

- Jordy Átila

Pra onde eu vou, eu ainda não sei, eu tenho que ir com calma, quando eu achar minha paz mental eu te darei alguns dos meus bons momentos...♫ ( Soul To Squeeze - Red Hot Chili Peppers )

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Você não sabe o quanto significa para mim



"É como tentar entender o que um pássaro quer dizer quando canta melodias ao vento, é um pequeno cenário que muda a cada momento, é um sonho que não me recordo ao acordar, é o mistério de uma noite de luar, é o adeus de quem quer ficar, a voz que cala com teu olhar, é a promessa que não pode ser cumprida, é a verdade que nunca foi dita pouco a pouco sendo esquecida, "Você não sabe o quanto significa para mim", eu não sei o quanto essas palavras significam para você."
- Jordy Átila

Quem vai chamar meu nome? E me contará o que aconteceu quando meus olhos fecharem pela ultima vez ♫ ( The Remembrance Ballad - Atreyu )

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Tempo, Tudo, Todos


Tempo que nunca compreendemos,
Hora de lembrar, tempo para esquecer,
Tempo que não cabe na palma de nossas mãos,
Nas Horas mais difíceis de se viver

Tempo que corre com o vento pelas ruas,
Horas que demoram tanto a passar,
Hora de ver, Tempo para visualizar,
A Hora exata, nua e crua

Tempo de espera, a Hora certa de chegar,
Hora de correr, Tempo para respirar,
Tempo para decidir, Hora de escolher,
Hora da verdade incandescer

Horas que chegam de tempos em tempos,
Memórias que chegam a cada Hora,
Hora que volta no contratempo,
Para contar uma nova história.

- Jordy Átila








segunda-feira, 18 de julho de 2011

Com O Mesmo Sorriso Daquele Dia



"Sozinho, os dias frios são aquecidos por lembranças do seu semblante, e mesmo que faça pouco tempo que não te vejo, não posso esperar para te encontrar novamente, uma melodia pode até me destrair, mas nada se compara a estar contigo, e enquanto os dias lentamente vem e vão ,como a brisa percorre os campos, eu continuo no mesmo lugar, escrevendo através das noites, que não passam de testemunhas da falta que você me faz, certo de que, ao fim de tudo, quando te reencontrar pela estrada estarei com o mesmo sorriso daquele dia."
- Jordy Átila



A caneta e o papel na madrugada, enfrentando o "eu" e a máscara, o começo da busca, o modelo para as palavras é um só, é o ser vivo que anda perdido no vento, o ser humano ♫ ( 1MM - Aqua Timez )