De saudade e nostalgia o coração parece não cansar
Ainda mais na afirmativa, quando prefere casar
Como os passos de quem se arrisca na rua
E o olhar pela janela, de quem fica na sua...
Lembro-me dos papos, das conversas,
Das histórias, à margem, nas janelas...
Daquelas que surgiam em tom de laranja
Felizes ou tristes, com ou sem esperança
Pareciam iguais, porém diferentes...
Em sua silhueta, imagem tão bela
Ah... tu(do) tão envolvente
Lembro... me encantava com ela
Mas tomamos nossos rumos,
Cada um com novas janelas,
Cada um num novo mundo
Com cores de uma nova aquarela...
- Jordy Átila
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Janelas
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Jordy Átila
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Fim de ano
Existem palavras nunca antes ditas,
São nomes de cores... Jamais foram vistas
O tempo passou e nós repetimos,
O tempo calou e nos reprimimos
Não sobrou nada... Nem inimigos...
Não há enfermeira para os ferimentos,
E quando explodirem fogos de artifício
Irá o telefone explodir em silêncio?
Nossas malas deixo no caminho,
O silêncio fica pra você ,
Essa é a ultima dessas canções
Que trará suas contradições
Jogo ao mar também os amigos,
Que largaram o barco e o berço
Proclamaram a festa das farsas
E o refém sempre pagava o preço
Há um Deus para alguns dos que vivem
Há adeus para aqueles que morrem,
Há ateus que têm paz de espírito
Há respeito pr'aquele que escolhe
Não viver de apenas frases feitas
Nem andar sempre as mesmas esquinas,
Que escolhe o amor e a coragem
Mesmo nas vias mais clandestinas
Há quem volte pra casa no fim ,
Há quem deixe o fim pra partir ,
Há quem nunca vê o fim de nada,
São aqueles que não viram casa
Há um tempo pra tudo e pra todos,
Há miragem no vento soprando,
Há um fim em todo recomeço ,
Há começo em todo fim de ano...
- Jordy Átila
São nomes de cores... Jamais foram vistas
O tempo passou e nós repetimos,
O tempo calou e nos reprimimos
Não sobrou nada... Nem inimigos...
Não há enfermeira para os ferimentos,
E quando explodirem fogos de artifício
Irá o telefone explodir em silêncio?
Nossas malas deixo no caminho,
O silêncio fica pra você ,
Essa é a ultima dessas canções
Que trará suas contradições
Jogo ao mar também os amigos,
Que largaram o barco e o berço
Proclamaram a festa das farsas
E o refém sempre pagava o preço
Há um Deus para alguns dos que vivem
Há adeus para aqueles que morrem,
Há ateus que têm paz de espírito
Há respeito pr'aquele que escolhe
Não viver de apenas frases feitas
Nem andar sempre as mesmas esquinas,
Que escolhe o amor e a coragem
Mesmo nas vias mais clandestinas
Há quem volte pra casa no fim ,
Há quem deixe o fim pra partir ,
Há quem nunca vê o fim de nada,
São aqueles que não viram casa
Há um tempo pra tudo e pra todos,
Há miragem no vento soprando,
Há um fim em todo recomeço ,
Há começo em todo fim de ano...
- Jordy Átila
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domingo, 3 de agosto de 2014
Foda-se
Esse é para quem desistiu por ver desistirem de você, para quem não acaba o que começa, para quem foge antes do segundo tempo. Esse é para quem se decepcionou pelo "indecepcionável" e procura sentido em palavras inexistentes. Esse vem de quem é um pouco de tudo isso e ainda mais, de que tem a obrigação de carregar o peso dos outros, mas não tem o direito de ter ajuda, esse vem de quem é alvo dos snipers do egoísmo e da inadimplência emocional. Esse vem de quem conquistou e vinha perdendo a terra prometida. Esse vem de quem tem preenchido a vida com agentes superficiais da fantasia e do acaso. Esse não vem do ódio, mas vem do alívio. Esse vem do recomeço, não do dilúvio. Esse vem de um vencedor, não do rancoroso. Vem, vem e continua vindo... É preciso, é necessário olhar pro mundo e gritar bem alto: FODA-SE!
- Jordy Átila
- Jordy Átila
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
No meio de tudo, você...
"...me salva da selva, me salva da selva!". Madrugada, Humberto Gessinger continua suplicando através das caixas de som, num volume estratégico enquanto a selva dorme. E eu faço meu papel, pego meu papel e continuo escrevendo algo que, na hipótese mais positiva, passará por dois ou três pares de olhos, mas é inevitável não continuar, vem como a sensação de ser jogado de cima de um avião, só posso parar quando alcançar o solo, independente de qual solo seja. Os momentos são de serenidade, mas a indecisão provoca a selva, atiça os bichos e cerca a pretensão. Guardo meu baú de nostalgias, de rebeliões e ironias, não sei se é bom ou ruim, ou se é apenas natural como a morte, que independente da existência, ou não, da vida, sempre prevalecerá. O horizonte é sempre o mesmo, na vertical o poço não tem fim ou será esse o fundo do poço? De corpo e alma, mas onde acaba o corpo e começa a alma? Ir ou ficar, subir ou descer? No meio de tudo, você...
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Jordy Átila
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
De hoje em diante
A calma e a sentença de um recomeço, olhos com capacidade de deslizar além do campo ordinário da visão. Na poeira, meu corpo toma forma, toma o sentido e o tempo que seria perdido, bem aventurados são aqueles que se aventuram independente da razão da sua irracionalidade. Tudo está em constante movimento, fogo, água, átomos; milésimos de segundo e nada é igual a antes. Por isso é preciso aprender a mergulhar na alucinação, derivar-se da sua própria essência, de forma a conter os surtos suicidas da nossa violência.
De hoje em diante eu deslizo
por entre as portas da incerteza e da loucura,
confiante de que essa abertura seja capaz
de confortar cada momento de ruptura.
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Jordy Átila
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Dormir para sempre
Voltas e mais voltas e ainda é só o começo, dias tão iguais, anos diferentes... ou seriam anos iguais feitos de dias diferentes? Nublada contradição. Em meio a tantos recipientes vazios existe um já ocupado e é ele que você quer, é nele que queremos dormir para sempre, fugirmos da caça às bruxas e queimar a vida à nossa maneira. Nós crescemos e ainda somos os mesmos, talvez com algumas oitavas diferentes mas ainda cantamos no mesmo tom e sorrimos na mesma frequência, deslizamos pelas mesmas passagens secretas e pertencemos à mesma ciência. Tudo muda e a mudança permanece estática, vivemos sem regras, sem limites, somos quem somos sem saber quem seremos...
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Jordy Átila
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domingo, 27 de outubro de 2013
Para ninguém, para o nada...
Onde está o começo, o meio ou o fim? É como se não houvesse ligação alguma, apenas um conjunto de elos perdidos e submissos a um blues de uma outra época, onde...talvez...o termo "humano" significasse menos e existisse mais. Estamos distantes, acima de tudo, distantes de nós mesmos, andamos, pensamos e sentimos, assim achamos. Por vaidade, esquecemos da verdade, por medo, fingimos coragem; por não ter o que dizer, termino essa postagem...
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Jordy Átila
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17:48
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